11 Maio 2008

Vinicius (um ano depois)

«Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
Se o dia vai amanhecer
Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se por
Pra que chorar se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor
Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer
Pra que chorar pra que sofrer
Se é sempre um novo amor
Cada novo amanhecer
Pra que chorar pra que sofrer
Se é sempre um novo amor
Cada novo amanhecer
Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
Se o dia vai amanhecer
Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se por
Pra que chorar se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor
Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer
Pra que chorar pra que sofrer
Se é sempre um novo amor
Cada novo amanhecer
Pra que chorar pra que sofrer
Se é sempre um novo amor
Cada novo amanhecer»

01 Maio 2008

Talvez outros sonhos

- Sabe, não se trata da morte dos sonhos... trata-se de aceitarmos que há certos projectos que não iremos concretizar... que não são para nós... que não vão acontecer. Talvez outros (afinal não se pode viver dreamless). Não esses. E ainda que isso seja triste (muito triste) sinto um certo alivio... Como se a pressão de fazer acontecer esses sonhos, a qualquer custo, tivesse desaparecido. Aos poucos os fardos, presos por cordas podres , vão caindo e tornando a existência (in)suportavelmente leve. Obscenamente vazia.
- ...

Moveis IKEA

«Talvez o que faz falta na nossa vida esteja só à espera de espaço para entrar.»

19 Abril 2008

Erro de casting

Por momentos, e na ausência de uma palavra mais apropriada, chamemos-lhe inteligência. Poderá parecer vaidade, snobismo, convencimento, sentimento de superioridade ou qualquer outra coisa da mesma familia. Há quem lhe chame intuição. Precognição. Para o caso a nomenclatura não tem a menor importância. Antes mesmo de lá chegar já se sabia o desfecho. Eramos três. Conversando à volta de chávenas de chá numa tarde invernosa. E desde o inicio a sensação de tentar fazer entrar um camelo no buraco de uma agulha. Assunto atrás de assunto. Nota atrás de nota. Numa guitarra vinda do Brasil (ah porque lá é tudo mais barato! Imagina tu que cá custam dois mil euros e lá só paguei cento e vinte!) À nossa volta memórias. Espalhadas pela casa, pelos moveis, nas prateleiras, nos sofá, pregadas nas paredes. A confirmar que estávamos ali muitos mais de três. Uma verdadeira multidão. Uma caravana de camelos que não caberiam nem numa porta. Apenas num qualquer deserto. Mas não ali. Não em nenhuma possibilidade futuro que envolvesse algum de nós. Personagens atrasadas para um filme já em rodagem. Actores de substituição errados. Ainda assim ali, cercados pela tempestade que se ouvia lá fora, reféns com saudades de casa (será que fechei bem as janelas? O quintal deve estar uma lástima com tanta chuva... será que o carro vai ficar atolado lá fora?). Depois chegou o alivio. repousado na certeza de que a tentativa tinha sido feita. 'Fomos lá.' Isentamo-nos, por isso, de qualquer responsabilidade pelo que já sabiamos que não iria acontecer. O desengano estava escrito nos astros. Bastava ler. Intuir. Ser inteligente ou apenas convencido.

15 Abril 2008

Criatividade sem limites

14 Abril 2008

Descozinhado!

A gastronomia oriental regada pelo humor de amigos fez desta nova experiência nipónica um excelente momento com promessa de repetição.

Muito (mesmo muito!) peixe cru, sushi e derivados acompanhados de cerveja japonesa garantiram o sucesso desta passagem por um dos mais conhecidos restaurantes da capital. O curioso da experiência é aquele momento em que quando achamos que estamos a comer carne crua na realidade tudo aquilo são poiquilotérmicos! ehehe!

A saison seguiu no Irish. Agendado ficou um jantar temático e uma ida ao Euphoria (isso sim é que vai ser radical!)

01 Abril 2008

Trocadero et all.

A season continua, desta feita com uma passagem por um espectáculo óptimo para os iniciantes a espectadores de ballet. Falo dos Trocadero de Monte Carlo. Recomendo pela técnica em palco, pelo reportório e pelo humor que trazem a uma arte tão clássica como o bailado. Também recomendo o jantar um pouco mais abaixo no Hard Rock Café claro (lembrem-se dos famosos famosos brownies com gelado que por sinal não me deixaram comer por falta de tempo!). E de preferência levem um amigo que, rodeado de mulheres, não faz ideia para o que vai. A reacção merece ser vista e as gargalhadas estão garantidas.
Se tudo correr bem os próximos espectáculos seguem no voluntariado ao Rock in Rio no final de Maio.

P.S. Parabéns a P. que hoje comemora o seu aniversário. Muita, muita felicidade para alguém que merece tanto. Ou não fosse dessa safra magnifica de pessoas de 71!

23 Março 2008

Trailer de um mês a caminho do fim. Aleluia Senhor!

8 de Março: lady's night no Parque das Nações. Dinner, pub, music e casino. Três mulheres a caminho e as mesmas três no regresso. Devia ser noite de cegueira masculina.
11 de Março: por coincidência (dia de aniversário da yáyá) de nada valeu a minha prece. Mais um fado se cumpriu. Sem dor. Eu sabia há muito que a asneira vinha a caminho.
17 de Março: a nina apanha um susto a milhares de quilometros daqui impedindo qualquer ajuda ou manifestação da nossa parte. Confirma-se que a genética pode ser lixada.
19 de Março: dia do Pai. Nada acontece.
23 de Março: Páscoa católica com um borrego simplesmente divinal. Os Ferrero Rocher substituiram as amendoas. Versão moderna dos festejos.
24 de Março: a linha de partida mudou outra vez de lugar. Há coisas que não vale a pena combater e a estupidez humana parece não ter limites. Resta apenas rezar para que desapareçam e para que o meu psi faça milagres.
Check up's, cinemas e muita preguiça preencheram os espaços between.

06 Março 2008

Oração

Sabes, não sei como dizer-te. É dificil. Eu própria não compreendo. São superstições, rotinas antigas, ciclos que se repetem, medos sazonais. Mas estamos em Março. O mês de tantas coisas. O mês que alegremente retiraria do calendário. O mês das memórias que se embrulham no estômago e me tiram o fôlego. O mês dos fins 'inevitáveis' que se cruzam com a lembrança de começos que já não me pertencem. Sabes, Março não é o meu mês. Março tem o sabor de comida azeda e a aridez dos desertos polares. Março é uma montanha que pare um rato. E trás consigo a imbecilidade das coisas inuteis que nos inundam a vida afogando-nos abruptamente num desamor já crónico. Todos os anos. Num calendário incontornável. Falta-lhe o calor do Verão. A serenidade do Outono. A plenitude dos momentos felizes. Por isso queria pedir-te. Carrega-me através destes dias. Ocupa-me o pensamento. E sobretudo não deixes que eu cumpra o fado de mais um fim só para provar a mim mesma que este é um mês condenado. Proibe-me a visita das memórias. Tranca-me em algum lugar dentro de ti e afaga-me a ansiedade. Diz-me que tudo vai ficar bem. Acorda-me em Abril.

25 Fevereiro 2008

Afinal são dois!

Que eu era péssima fisionomista já sabia... mas tanto assim...
Ao ver Javier Bardem receber o Oscar para melhor actor secundário em 'No country for old man' fiquei entusiasmadissima pensando «Este Denny do Anatomia de Grey é mesmo lindo!» Pois.... rong! Javier (o do magnifico 'Mar adentro') e Jeffrey Dean Morgan (Denny Duquete de Grey's Anatomy) são dois... Céus! E pensar que dois pedaços de «dá-me um colinho» andam a circular por ai! Deus é justo e quis que tanto fosse a dobrar!



24 Fevereiro 2008

Aznavour

Com o Pavilhão Atlântico cheio Charles Aznavour cantou, encantou e fez todos aplaudirem um talento que não se esgota nos muito anos de idade. Música novas, velhos êxitos e obviamente o «La Bohéme» cantado com uma alma de fazer suster a respiração.
Claro que à distância que eu estava do palco, e num cenário 'clássico' de espectáculo intimista (leia-se sem écrans gigantes) eu só posso dizer, com orgulho, que ouvi Aznavour pois vê-lo... nada! Espero que o cantor que estava em palco fosse mesmo ele... A voz pelo menos era idêntica! Ainda assim MAGNIFICO!

14 Fevereiro 2008

Um dia será assim

«Love, soft as an easy chair,
love, fresh as the morning air.
One love that is shared by two,
I have found with you.
Like a rose under the April snow
I was always certain love would grow.
Love, ageless and evergreen
seldom seen by two.
You and I will make each night a first
every day a beginning.
Spirits rise and their dance is unrehearsed
they warm and excite us
cause we have the brightest love,
two lights that shine as one.
Morning glory and the midnight sun.
Time, we've learned to sail above,
time can't change the meaning of
one love ageless and ever, evergreen.»
Barbra Streisand

07 Fevereiro 2008

Sempre África

Por terras africanas a nina vive uma grande aventura, com estados de sítio, tiros e todos os sustos inerentes. Por cá ficamos preocupados e impotentes graças à grande distância geográfica que nos separa. Acredito que tudo vá correr bem e relembro a minha experiência por paragens semelhantes ainda que mais pacificas. E sei agora aquilo que só 'chega' com o tempo: a aprendizagem apenas acontece quando o nosso espírito se disponibiliza a isso. Só valorizei África muito depois de partir. Só entendi o que tinha para me ensinar à distância quando baixei todas as minhas resistências. Quando a estranheza, o medo, as saudades, os pequenos desconfortos e o isolamento não me apertavam os calos o dia inteiro. Talvez regresse um dia e sei que será bem diferente. As cores e o calor, no entanto, permanecem cá dentro.

04 Fevereiro 2008

Uma dádiva de... a propósito.

Ternura
«Desvio dos teus ombros o lençol que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do Sol,
Olho a roupa no chão: que tempestade! há restos de ternura pelo meio, como vultos perdidos na cidade em que uma tempestade sobreveio… quando depois do Sol não vem mais nada…
Começas a vestir-te, lentamente, e é ternura também que vou vestindo, para enfrentar lá fora aquela gente que da nossa ternura anda sorrindo…
Mas ninguém sonha a pressa com que nós a despimos assim que estamos sós!»
David Mourão Ferreira

02 Fevereiro 2008

Não resisti a publicar esta pérola

«CALEM-ME A CRIANCINHA QUE NÃO CONSIGO MASTIGAR
Estava Miguel Sousa Tavares na TVI a comentar a nova Lei do Tabaco quando da sua boca saltou esta pérola: o fumo nos restaurantes, que o Governo quer limitar, incomoda muitíssimo menos do que o barulho das crianças - e a estas não há quem lhes corte o pio. Que bela comparação. Afinal, o que é uma nuvenzinha de nicotina ao pé de um miúdo de goela aberta? Vai daí, para justificar a fineza do seu raciocínio, Sousa Tavares avançou para uma confissão pessoal: "Tive a sorte de os meus pais só me levarem a um restaurante quando tinha 13 anos." Há umas décadas, era mais ou menos a idade em que o pai levava o menino ao prostíbulo para perder a virgindade. O Miguel teve uma educação moderna - aos 13 anos, levaram-no pela primeira vez a comer fora.
Senti-me tocado e fiz uma revisão de vida. É que eu sou daqueles que levam os filhos aos restaurantes. Mais do que isso. Sou daquela classe que Miguel Sousa Tavares considerou a mais ameaçadora e aberrante: os que levam "até bebés de carrinho!". A minha filha de três anos já infectou estabelecimentos um pouco por todo o país, e o meu filho de 14 meses babou-se por cima de duas ou três toalhas respeitáveis. É certo que eles não pertencem à categoria CSI (Criancinhas Simplesmente Insuportáveis), já que assim de repente não me parece que tenham por hábito exibir a glote cada vez que comem fora - mas, também, quem é que acredita nas palavras de um pai? E depois, há todo aquele vasto campo de imponderáveis: antes de os termos, estamos certos de que vão ser CEE (Crianças Exemplarmente Educadas), mas depois saltam cá para fora, começam a crescer e percebemos com tristeza que vêm munidos de vontade própria, que nem sempre somos capazes de controlar.
O que fazer, então? Mantê-los fechados em casa? Acorrentá-los a uma perna do sofá? É uma hipótese, mas mesmo essa é só para quem pode. Na verdade, do alto da sua burguesia endinheirada, e sem certamente se aperceber disso, Miguel Sousa Tavares produziu o comentário mais snobe do ano. Porque, das duas uma, ou os seus pais estiveram 13 anos sem comer fora, num admirável sacrifício pelo bem-estar do próximo, ou então tinham alguém em casa ou na família para lhes tomar conta dos filhinhos quando saíam para a patuscada. E isso, caro Miguel, não é boa educação - é privilégio de classe. Muita gente leva consigo a prole para um restaurante porque, para além do desejo de estar em família, pura e simplesmente não tem ninguém que cuide dos filhos enquanto palita os dentes. Avós à mão e boas empregadas não calham a todos. A não ser que, em nome do supremo amor às boas maneiras, se faça como os paizinhos da pequena Madeleine: deixá-la em casa a dormir com os irmãos, que é para não incomodar o jantar.»
João Miguel Tavares in DN (versão online)

01 Fevereiro 2008

Pois

Por estar ausente, perdida numa outra vida de pensamentos que são tantas vezes histórias inventadas, observo à distância o desenrolar dos dias. As noites são de vigilia. É nelas que tenho a certeza que tudo acontece. Invísivel é certo. Mas ainda assim. Durante o dia arrasto-me como um despojo desse conflito nocturno do qual não saí vitoriosa. Apenas ainda mais cansada. Tanta energia e tanto drama na procura de algo que muito provavelmente não realizará nenhum sonho...

22 Janeiro 2008

Season

Noite bem disposta por conta do riso que A Biblia - Toda a palavra de Deus (sintetisada) trouxe e por conta da animação do novo Indonicha com a sua música muito 80's. Também por conta da paisagem muito interessante que por lá esteve no sábado à noite ainda que todos devessem sofrer de paralísia pois ficaram impávidos a ser apreciados pelos mulherio sem se arriscarem muito mais.
O mundo está virado do avesso quando 3 mulheres interessantes e disponiveis saem uma noite inteira e nem um único homem ganha coragem para se meter com elas. Ou isso ou estamos definitivamente fora da cadeia alimentar e as chavalecas novas tomaram o nosso lugar.
O mês que vem a season continua!

13 Janeiro 2008

Da fragilidade dos momentos

Em Dezembro a história repetiu-se com uma nova chegada e também com partidas anunciadas. Num ciclo já 'costumeiro'. Regado por lágrimas que teimam em cair... autónomas. Repletas de vontade. O coração dividiu-se e a metade que ficou sorriu, por breves momentos, no conforto do desejo. Na perplexidade perante uma atenção que retornou e que há muito tempo estava ausente dos hábitos quotidianos. Confortando-se na estranheza de actos inesperados, banais, ternos. Carinhosos?
O prenúncio de uma solidão menor trouxe um conforto provisório, ocasional, frágil. Ameaçado pela rotina e o desancanto que todo o verdadeiro conhecimento pode trazer. Meras prestações de uma divida de felicidade que nunca será saldada?

08 Janeiro 2008

Novo Ano

Ausência por conta de terapia de amnésia necessária.
Parafraseando um artigo que li, «de 2007 não quero levar nada, apenas o necessário para aprender a apreciar o que realmente é importante na vida».
Saudades do tempo que escrever aqui no Fly era um impulso quase diário por conta do muito que havia para dizer. Pena dos tempos que correm serem sobretudo aqueles que se pretendem esquecer.
Desejo que tudo seja essencialmente diferente. Substancialmente melhor.

24 Dezembro 2007

O fim das eternidades

Um dia lembraremos a época em que nos sentamos as três e por uma última vez rimos juntas. E soltámos palavras presas. Não todas. Apenas as possíveis num momento frágil. De lágrimas proibidas por conta da inutilidade das mesmas. Sabendo que não há como mudar tantas mudanças. Ou voltar atrás. Ou reviver os momentos de alegria que achámos que seriam para sempre. Dolorosamente aprenderemos como pequenas fissuras no cristal não se remedeiam. E guardá-lo-emos numa pequena gaveta onde não caiba mais nada. Para não nos depararmos com ele quando procurarmos uma outra coisa qualquer. Seremos felizes na memória do tanto que tivemos. E sorriremos ao pensar em como fomos afortunadas em fazer este pedaço de caminho juntas e em quanto o amor que sentimos é maior que as circunstâncias que nos afastaram.
A vida segue. Mais só.

19 Dezembro 2007

Shit happens

Ás vezes em proporções desmedidas. Sempre em doses amargas. A necessitar de amnésia permanente.
Que o dia 31 chegue rapidamente para poder vomitar o ano de 2007 todo de uma vez.

10 Dezembro 2007

Again

Jantar de Natal na Casa amarela. Sem que fosse esse o tema de conversa o serão passou por entre a gastronomia (a precisar de sal confesso), o humor e a discussão que a suposição de situações limite pode provocar.
E teria muito mais para dizer se não tivesse este nó no estômago.... depois talvez as palavras surjam. Quando tudo já for inevitável.

06 Dezembro 2007

Account of a Visit from St. Nicholas

Reza a história que Clement Clark More, um ministro episcopal, escreveu um poema no qual introduziu a figura do Pai Natal tal como a conhecemos hoje. O velhinho de barbas foi inspirado em S. Nicolau e ao contrário do que se pensa talvez não tenha sido a Coca-Cola a 1ª a apresentá-lo de fato vermelho e barba branca. O primeiro desenho que retratava assim a figura do Pai Natal terá sido feito por Thomas Nast (cartonista americano) e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly”, no ano de 1866.
Aproveitando o facto de ser dia de S. Nicolau e cumprindo um tradição minha recente, hoje na casa amarela é dia de fazer a árvore de Natal!

05 Dezembro 2007

Ficando

- A solidão é um bom sitio para se visitar mas não para ficar- disse ele
- As areias do deserto possuem uma quantidade tão grande de ferro que a minha bússula já não consegue apontar-me o norte... - respondi

27 Novembro 2007

Paranormal & all.

Joaquim Monchique, sozinho em palco, numa sucessão de personagens durante duas horas ininterruptas (bom, com uma pequnea pausa para ir aos bastidores por conta do esquecimento do texto eheheh). Boa interpretação. Pedaçinho bem passado seguido por 'copos' no Blues de sempre. Saudades da noite de Lisboa. Muita vontade em regressar à 'lide'.

20 Novembro 2007

Mimos

Este ano o Natal chegou mais cedo sob a forma de um cabaz cheio de iguarias onde não faltaram os presuntos, enchidos, vinho, castanhas e mel. Uma verdadeira delícia!

08 Novembro 2007

Yes!

Os Marretas (blog de humor corrosivo que muito aprecio) decidiram tornar-me sua musa residente o que me deixou muito satisfeita. Ora vejam aqui!

06 Novembro 2007

«Aurélia»

Sim, há as mudanças planeadas. Aguardadas e vividas antecipadamente em todas as suas facetas. Sabemos o que será antes mesmo de lá chegarmos. Tudo controlado portanto. Mais mais do que as mudanças per se há os caminhos que percorremos até elas e sobretudo os lugares tão distintos e inesperados a que elas nos podem conduzir. Como por exemplo um encontro de três gerações digno de registo literário. Repleto de sabedoria, sofrimento e muito humor.

17 Outubro 2007

Amo-te

«Enquanto aguardo a tua chegada perdoa-me o desatino, a insensatez, a precipitação. Perdoa-me os momentos insanos noutros braços. Que posso jurar que são os teus. A fraqueza dos momentos. O prazer que é o teu mas que não partilhas comigo. Ainda. A procura de ti noutros lugares. Encontrando-te aos poucos. E ansiando colar todos esses pedaços para por fim tornar-te real. Perdoa-me ainda o sofrimento da espera. O lamúrio constante na paisagem e o cansaço que se me cola à alma quando tento entender o teu atraso. Preparo-me para ti mas nunca termino. Será por isso que tardas? Não o faças. São pequenos nadas que me justificam o passar dos dias. Já podes chegar. Prometo que todas as imagens, velhas (muito velhas) companheiras de viagem se silenciarão finalmente. E terão apenas a importância de todas as coisas. Aquelas que me fizeram chegar a ti. E o som será o teu. Metendo a chave à porta, andando pela casa, remexendo as coisas à procura do teu lugar e perguntando onde deixás-te aquele livro que tens a certeza que estava na estante, e o que será para o jantar? Coisas que posso também jurar que já fizeste tantas vezes. Eu ouvir-te-ei em silêncio, perplexa. És mesmo tu? Amando-te feliz. E prometo desde já que agradecerei o abandono e a liberdade forçada. As colheres de xarope amargo, as filas de trânsito, o que não vivi e tudo o mais. E esquecerei os telefonemas matinais que me desencaminham para o sexo inconsequente e prazeiroso, as travessias de tantos desertos, as mentiras que me contei, as máscaras que usei, as datas dos velhos 'calendários', as pequenas fugas à solidão. Já sei reconhecer-te. Podes chegar. Vem.»

15 Outubro 2007

A natureza não espera


Pânico ou indiferença parecem ser os sentimentos possiveis perante as consequências do desenvolvimento globalizado que vivemos nos dias de hoje. Pânico perante centenas de especies animais e vegetais que todos os dias extinguimos. Indiferença daqueles que desejam que o problema desapareça por si só ou seja resolvido por outros. Naquele registo do «alguém se há-de preocupar com isso e encontrar a solução».
Relembro então um provérbio Maia. «Esta terra não nos pertence. Foi-nos emprestada pelos nossos filhos.» E que planeta encontrarão eles quando chegar o seu tempo?
E como disse em 1855, o chefe Seattle, da tribo Suquamish,ao presidente dos EUA: «Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. (...) Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós.»

10 Outubro 2007

Eu vou participar e vocês?

A 15 de Outubro todos os bloggers poderão participar num projecto de publicação simultânea de posts sobre o Meio Ambiente em todo o mundo. No «Blog Action Day» encontrarão o que é preciso para levar a um outro nível a discussão aobre as alterações do ambiente.